| Viso | |
| Para além das utopias: Rancière e as imagens heterotópicas | |
| DanielaCunha Blanco1  | |
| [1] Universidade de São Paulo (USP); | |
| 关键词: heterotopia; partilha do sensível; imagem; jacques rancière; | |
| DOI : 10.22409/1981-4062/v27i/362 | |
| 来源: DOAJ | |
【 摘 要 】
Partindo da análise de algumas imagens da arte contemporânea pretendemos dar a ver a impossibilidade do pensamento das relações entre arte e política sob a categoria de utopia e, com isso, propor que a concepção de partilha do sensível, de Jacques Rancière, daria mais conta de pensar as capacidades de resistência da arte. Pretendemos pensar o poder disruptivo da arte a partir da noção de heterotopia, tal qual pensada por Michel Foucault; termo ao qual Rancière remete-se em sua crítica à noção de utopia, sem aprofundá-lo. Em oposição ao que denominamos de imagens utópicas, procuraremos construir a figura de uma imagem heterotópica, na qual não se trata de pensar um engajamento político no sentido de desvelar a verdade aos espectadores, mas, antes, de operar pequenos desvios e fendas na ordenação comum das coisas. Trata-se de ver pequenos lampejos, fugazes e frágeis, tais quais aqueles pensados por Georges Didi-Huberman, cujo pensamento da persistência do olhar será apresentado em diálogo com Rancière.
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