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Revista Brasileira de Epidemiologia
Doenças crônicas não transmissíveis e mudanças nos estilos de vida durante a pandemia de COVID-19 no Brasil
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Deborah Carvalho Malta1  Crizian Saar Gomes2  Marilisa Berti de Azevedo Barros3  Margareth Guimarães Lima3  Wanessa da Silva de Almeida4  Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá5  Elton Junio Sady Prates1  Ísis Eloah Machado6  Danilo Rodrigues Pereira da Silva7  André de Oliveira Werneck8  Giseli Nogueira Damacena4  Paulo Roberto Borges de Souza Júnior4  Luiz Otávio de Azevedo4  Dalia Elena Romero Montilla4  Célia Landmann Szwarcwald4 
[1] Department of Maternal and Child Nursing and Public Health, School of Nursing, Universidade Federal de Minas Gerais - Belo Horizonte (MG);Graduate Program in Public Health, School of Medicine, Universidade Federal de Minas Gerais - Belo Horizonte (MG);Department of Public Health, School of Medical Sciences, Universidade Estadual de Campinas - Campinas (SP);Institute of Scientific and Technological Communication and Information in Health;Graduate Program in Nursing, School of Nursing, Universidade Federal de Minas Gerais - Belo Horizonte (MG);Department of Family Medicine, Mental and Public Health, School of Medicine, Universidade Federal de Ouro Preto - Ouro Preto (MG);Department of Physical Education, Universidade Federal de Sergipe - São Cristóvão (SE);Department of Nutrition, School of Public Health, Universidade de São Paulo - São Paulo (SP)
关键词: Quarantine;    Coronavirus;    Lifestyle;    Risk factors;    Noncommunicable diseases;    Brazil;   
DOI  :  10.1590/1980-549720210009
学科分类:社会科学、人文和艺术(综合)
来源: SciELO
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【 摘 要 】

Objetivo: Comparar as mudanças de estilos de vida durante a pandemia COVID-19, segundo a presença ou não de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) em adultos brasileiros. Métodos: Estudo transversal, com dados da pesquisa ConVid — Pesquisa de Comportamentos, realizada entre abril e maio de 2020. Avaliaram-se as variáveis estilo de vida e presença de uma ou mais DCNT (diabetes, hipertensão, doença respiratória, doença do coração e câncer). As características sociodemográficas foram usadas como ajuste. Calcularam-se as frequências relativas e os intervalos de confiança (IC) de 95% das variáveis antes da e durante a pandemia. Para a comparação de grupos, sem ou com DCNT, estimaram-se as prevalências e razões de prevalência bruta e ajustada (RPa) utilizando a regressão de Poisson. Resultados: Houve redução da prática de atividade física (60% nos sem DCNT e 58% nos com DCNT) e do consumo de hortaliças (10,8% nos sem DCNT e 12,7% nos com DCNT). Verificou-se aumento no tempo de uso de televisão e computador/tablet (302 e 43,5% nos sem DCNT e 196,5 e 30,6% nos com DCNT, respectivamente); consumo de congelados (43,6% nos sem DCNT e 53,7% com DCNT), salgadinhos (42,3% sem DCNT e 31,2% com DCNT) e chocolate (14,8% sem DCNT). Durante a pandemia, portadores de DCNT apresentaram menor prática de atividade física suficiente (RPa = 0,77; IC95% 0,65 – 0,92), maior hábito de assistir à televisão (RPa = 1,16; IC95% 1,08 – 1,26) e menor consumo de hortaliças (RPa = 0,88; IC95% 0,81 – 0,96). Conclusão: Evidenciou-se que adultos com DCNT tiveram seus estilos de vida mais alterados durante a pandemia de COVID-19.

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