Revista Brasileira de Medicina do Esporte | |
AVALIAÇÃO DO ASSOALHO PÉLVICO DE ATLETAS: EXISTE RELAÇÃO COM A INCONTINÊNCIA URINÁRIA? | |
Maíta Poli De Araujo1  Tathiana R. Parmigiano1  Laura Grechi Della Negra1  Luiza Torelli1  Camila Garcia De Carvalho1  Liris Wo1  Aline Cristina Arrifano Manito1  Manoel João Batista Castello Girão1  Marair Gracio Ferreira Sartori1  | |
关键词: incontinência urinária; esportes; diafragma da pelve; urinary incontinence; sports; pelvic floor; incontinencia urinaria; deportes; diafragma pélvico; | |
DOI : 10.1590/1517-869220152106140065 | |
来源: SciELO | |
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【 摘 要 】
Introdução O assoalho pélvico feminino é formado por um conjunto de músculos, fáscias e ligamentos que sustentam os órgãos pélvicos (bexiga, ânus e vagina). A lesão destas estruturas, devido à idade avançada e parto podem levar à incontinência urinária. Entretanto, ainda não se sabe se o exercício de alta intensidade é capaz de lesar este conjunto músculo-aponevrótico, levando à incontinência urinária.Objetivo Comparar a capacidade de contração dos músculos do assoalho pélvico entre mulheres sedentárias e atletas de elite, e verificar se existe associação com a ocorrência de incontinência urinária durante a atividade física.Métodos Estudo caso-controle que incluiu 93 mulheres (49 atletas e 44 sedentárias) convidadas a responder o questionário "International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form" e realizar avaliação funcional do assoalho pélvico. As atletas (grupo caso) eram praticantes de corrida de longa distância, basquete e ginástica olímpica. As sedentárias (grupo controle) realizavam menos de 150 minutos por semana de atividades moderadas ou vigorosas. A aferição da pressão de contração foi feita por meio de um perineômetro digital de precisão.Resultados Os grupos foram homogêneos quanto à idade e índice de massa corpórea. As atletas apresentaram maiores valores de pressão vaginal máxima (70,1±2,4 cmH2O) quando comparadas às sedentárias (34,3±1,7 cmH2O), (p<0,001). As atletas praticantes de basquete tiveram os maiores valores da pressão vaginal máxima (77,2 cmH2O) quando comparadas às ginastas (65,5 cmH2O) e corredoras (65,4 cmH2O). A prevalência de incontinência urinária nas atletas foi de 76% e somente 16% nas sedentárias (p=0,005).Conclusão Embora a capacidade de contração do assoalho pélvico em atletas de elite seja superior às sedentárias, a prevalência de incontinência urinaria foi elevada neste grupo de praticantes de esporte de alto rendimento e alto impacto.
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