| Revista Brasileira de Zootecnia | |
| Efeito da cor do ambiente sobre o estresse social em tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus) | |
| Giovana Krempel Fonseca Merighe2  Elyara Maria Pereira-da-silva1  João Alberto Negrão1  Sandra Ribeiro1  | |
| [1] ,Universidade de São Paulo Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos Pirassununga SP | |
| 关键词: agressividade; comportamento; cor do ambiente; estresse social; metabolismo; Oreochromis niloticus; aggressiveness; background color; behaviour; metabolism; Oreochromis niloticus; social stress; | |
| DOI : 10.1590/S1516-35982004000400002 | |
| 来源: SciELO | |
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【 摘 要 】
Estudaram-se as respostas comportamentais e fisiológicas de juvenis de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) submetidos a diferentes cores de ambientes e situações sociais. Os animais foram mantidos isolados em aquários recobertos com papel-cartão colorido, compondo cinco tratamentos (preto, verde, marrom, azul e branco).Utilizando-se filmagens semanais realizadas em etapas distintas e alternadas (isolamento e presença de um espelho), registraram-se os seguintes parâmetros: distribuição na coluna d'água, coloração, atividade locomotora, confrontos agonísticos, posição da nadadeira dorsal e postura. Para quantificação dos níveis plasmáticos de glicose, triglicerídeos, proteínas totais e cortisol, coletaram-se amostras de sangue após cada filmagem. As médias obtidas foram analisadas estatisticamente pelo método não-paramétrico de Kruskal-Wallis. Os peixes mantidos nos ambientes preto e verde apresentaram baixas freqüências de confrontos agonísticos, enquanto aqueles mantidos no ambiente branco, altas freqüências, porém com redução do padrão ameaça e não alterando sua locomoção. Animais submetidos às cores marrom e azul apresentaram as mais altas freqüências de comportamentos agonísticos e maior atividade locomotora. Os peixes permaneceram em todos os tratamentos com a coloração clara, ocupando, com maior freqüência, a região inferior da coluna d'água. Não foram observadas diferenças significativas para as concentrações de glicose, triglicerídeos e proteínas totais entre os tratamentos, porém obteve-se elevado nível de cortisol para os animais mantidos nos ambientes azul e marrom, quando submetidos à reflexão da própria imagem em espelho. Estes resultados mostraram que existe influência da cor do ambiente sobre o estresse social, em particular nas interações agonísticas entre coespecíficos e na concentração do hormônio cortisol. Concluiu-se que as cores verde e preta são recomendadas à manutenção da espécie, por amenizarem as interações agonísticas e o estresse, enquanto a marrom e azul devem ser evitadas por estimularem estas respostas.
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