| Revista da Associação Médica Brasileira | |
| Há aumento de dst no carnaval? Série temporal de diagnósticos em uma clínica de DST | |
| Mauro Romero Leal Passos2  Wilma Nancy Campos Arze1  Cagy Mauricio1  Nero Araujo Barreto1  Renata De Queiroz Varella1  Silvia Maria Baeta Cavalcanti1  Paulo Cesar Giraldo1  | |
| [1] ,Universidade Federal do Rio de Janeiro Setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis Niterói RJ | |
| 关键词: Doenças sexualmente transmissíveis; Epidemiologia; Sífilis; Gonorreia; Vaginite por trichomonas; STD; Carnival; Seasonality; Syphilis; Vaginal trichomoniases; Genital gonorrhoeae; | |
| DOI : 10.1590/S0104-42302010000400014 | |
| 来源: SciELO | |
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【 摘 要 】
OBJETIVO: As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são causas frequentes de procura por serviços de saúde. As campanhas de mídia sobre DST/Aids apoiam-se na hipótese de que há maior exposição às práticas de risco para DST na época do Carnaval. Nosso objetivo é estudar a distribuição temporal dos atendimentos de primeira vez em uma clínica de DST no período de janeiro de 1993 a dezembro de 2005, visando verificar se há um aumento sazonal após o Carnaval. MÉTODOS: Selecionamos 2.646 prontuários com diagnóstico de gonorreia, sífilis e tricomoníase de pacientes que procuraram o Setor de DST da Universidade Federal Fluminense em Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. Na análise estatística, utilizamos observação da média padronizada do número de atendimentos para os 13 anos, mês a mês, ano a ano, observação da série suavizada pelo método Lowess e pelo método determinístico da média móvel. RESULTADOS: Os meses de julho e agosto concentraram o maior número de diagnósticos de gonorreia e sífilis e os de junho e julho, os de tricomoníase. A gonorreia apresentou um valor máximo em maio, tendendo a se reduzir até agosto. Com relação à sífilis, observou-se um número de diagnósticos constantes entre maio e agosto, havendo menor número em janeiro e fevereiro com pico em novembro. O comportamento sazonal para a tricomoníase exibiu um máximo de diagnóstico em julho com tendência consistente de redução até o mês de dezembro, e elevação a partir de janeiro. CONCLUSÃO: O Carnaval não influencia no aumento da ocorrência de gonorréia, sífilis e tricomoníase em pacientes atendidos em uma clínica de DST em Niterói, Rio de Janeiro.
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