| Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia | |
| Obesidade como fator de risco para a falha da cirurgia de Burch | |
| Camila Finger Viecelli2  Débora Cristina Simão Dos Santos1  Wolfgang Willian Schmidt Aguiar1  Sérgio Hofmaister Martins-costa1  Helena Von Eye Corleta1  José Geraldo Lopes Ramos1  | |
| [1] ,Universidade Federal do Rio Grande do Sul Faculdade de Medicina Programa de Pós-graduação em Ciências MédicasPorto Alegre RS ,Brasil | |
| 关键词: Incontinência urinária por estresse; Incontinência urinária por estresse; Procedimentos cirúrgicos urológicos; Complicações pós-operatórias; Obesidade; Feminino; Urinary incontinence; stress; Urinary incontinence; stress; Urological surgical procedures; Postoperative complications; Obesity; Female; | |
| DOI : 10.1590/S0100-72032009000400005 | |
| 来源: SciELO | |
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【 摘 要 】
OBJETIVO: observar o impacto da obesidade e de outros fatores de risco sobre a taxa de falha das pacientes submetidas à cirurgia de Burch para tratamento da incontinência urinária. MÉTODOS: estudo de casos de pacientes submetidas à cirurgia de Burch no período de 1992 a 2003. As pacientes foram avaliadas no momento da segunda consulta pós-operatória (66 dias em média) e com um ano de acompanhamento, e classificadas em dois grupos: Continentes e Não Continentes. As variáveis analisadas foram: idade, paridade, índice de massa corpórea (IMC), tempo de menopausa, tempo de terapia de reposição hormonal, avaliação urodinâmica, história de infecção do trato urinário, cirurgia prévia para incontinência urinária, diabetes, cistocele e prolapso uterino, tempo de internação, necessidade de autossondagem, micção espontânea no pós-operatório e ferida operatória. Os dados foram analisados com o pacote estatístico Statistical Package for Social Sciences 14.0. Foram utilizados o teste τ de Student ou Mann-Whitney, para comparação das variáveis contínuas, e os testes exato de Fisher e χ2, para variáveis categóricas (p<0,05). RESULTADOS: no momento da segunda avaliação pós-operatória, não houve diferença significativa entre os dois grupos quanto às variáveis analisadas. Com um ano de seguimento, de um total de 97 pacientes, 81 apresentavam-se continentes e 16, não continentes, sendo o IMC e a altura diferentes entre os grupos. No Grupo Continente, o IMC médio foi 27,1 e a altura de 1,57 m e, no Não Continente, 30,8 (p=0,02) e 1,52 m (p=0,01). A Odds Ratio para IMC>30 foi 3,7 (IC95%=1,2-11,5). CONCLUSÕES: a obesidade mostrou-se um importante fator de risco para a falha da cirurgia no primeiro ano de acompanhamento. Os resultados demonstram que pacientes com IMC>30 têm chance 3,7 vezes maior de apresentarem-se não continentes após um ano da cirurgia de Burch em relação às não obesas.
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